E se tiveres, amor, que contar uma fábula
Não contes uma farsa qualquer
Que me enjoa
Narres um épico, amor, esta nossa guerra
Que me fez a tua espada e tu, A minha carne.
Narres um épico, amor, esta nossa guerra
Que me fez a tua espada e tu, A minha carne.
E se me pedirem, amor, que te descrevas
Não será com qualquer palavra
Que desprenda-se de mim
Encontrarei somente, amor, a tua verdade
Que fez-me tua cativa e de mim, A tua liberdade.
E se te ordenarem, amor, a dizeres onde estou
Não reveles que tu me guias
Sob a tua carne em mim
Não contes, amor, que eu vivo
Não contes, amor, que eu vivo
Onde renasces em mim e tu me encontras, Em ti
E se tivermos, amor, que confessar
Da guerra o épico que vivemos
Não será um do outro apartados
Que eternizaremos, amor, esta história
E se tivermos, amor, que confessar
Da guerra o épico que vivemos
Não será um do outro apartados
Que eternizaremos, amor, esta história
A espada e a carne, amor, fizeram-nos Um só
Adonados um do outro, Tornamo-nos
A alma, amor, e o silêncio.

1 comentários:
Bonito....Gostei
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